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Arquivo da categoria ‘Encontros Incríveis’

De todas as coisas boas do show da turnê “Return of the Champions” do Queen, o que mais me surpreendeu foi a performance de Roger Taylor, o baterista.

O ponto alto de sua performance foi o solo de bateria.

A bateria começa a ser desmontada enquanto ele toca e as peças são levadas para o centro do palco. Detalhe: Taylor não pára de tocar em nenhum momento, ele vai tirando um ótimo som das peças restantes, enquanto a bateria é remontada e ele retoma seu solo normalmente. Incrível sincronia e talento!

Em “Radio Ga Ga”, Taylor fica totalmente à vontade como o centro das atenções no palco, cantando, gesticulando e interagindo com o público.

No meio da música, chama Paul Rogers, ex-vocalista do Bad Company e Free, que entra com potência e justifica o apelido de “The Voice”. Rogers chega chegando, enquanto Taylor assume sua posição na bateria.

O refrão cantado em uníssono e com o público batendo palmas sincronizadas por cima da cabeça é de arrepiar. Em São Paulo foi assim.

Neste turnê, na minha opinião, vimos a melhor versão deste clássico atemporal.

Ele também cantou “These Are the Days of Our Lives“, “Say It’s Not True” e “I’m in Love with My Car“.

Sobre ”Radio Ga Ga”:

Escrita pelo próprio Roger Taylor, Radio Ga Ga foi lançada em 84, no álbum The Works e chegou ao #2 nas paradas do Reino Unido.

O nome original era Radio Ca Ca, supostamente um som emitido pro seu filho.

Como Ca Ca tem uma sonoridade ofensiva em alguns idiomas (precisa explicar?), resolveram trocar por Ga Ga, que soa melhor. E colou.

A música é uma ode ao Rádio e seu poder de comunicação e mobilização das pessoas.

Dá para isso observar em diversos trechos da música, como “And everything I had to know I heard it on my radio”, “You made em laugh, you made em cry, You made us feel like we could fly”, “You had the power”, entre outros.

Tem uma ótima referência (“Through wars of worlds – invaded by Mars”) à Orson Wells e sua Guerra dos Mundos, que, através do rádio, causou uma comoção geral e pânico coletivo nos EUA com uma suposta invasão alienígina na Terra.

O vídeo original é feito com base nisso. Confira abaixo. Enjoy!

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A melhor versão cover de um dos maiores singles do Talking Heads conta com a voz de personalidade do veterano Tom Jones e com um momento especialmente inspirado de Nina Persson, vocalista da banda Sueca The Cardigans. Aqueles do single “Lovefool”.

Nina, quase irreconhecível de peruca loira, protagoniza a mais charmosa levantada de sombrancelha enquanto manda “Fighting fire with fire”, roubando completamente a cena de Tom Jones. Confira que vale a pena.

Sobre “Burning down the house”:

Incrivelmente, “Burning down the house” foi o único hit Top 10 nos EUA dos geniais Talking Heads.

Lançada em 1983, no álbum “Speaking in Tongues”, durante a fase do produtor Brian Eno, a música começou com o baterista Chris Frantz e a baixista Tina Weymouth (sua esposa) fazendo uma jam session instrumental. Os demais músicos da banda acompanharam e deu liga.

David Byrne, o Head dos Talking Heads, foi aos poucos colocando a letra de uma forma bem peculiar, cantando algumas palavras sem sentido durante a música até que pudessem se encaixar adequadamente na música.

O curioso é que essas palavras vinham de frases pré-definidas escritas num caderno e que eram usadas conforme a oportunidade, mesmo que soassem sem significado e sentido algum. Coisas de David.

Veja a letra traduzida aqui:
http://digg.com/u1AQUX

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Talvez essa seja a minha música preferida junto a Rock n’ Roll all Nite.

Já ouvi London Calling milhares de vezes, interpretada por diferentes músicos, mas achei esta versão especialmente boa.

O fato desta versão homenagear Joe Strummer, a alma do Clash, também contribuiu para que fosse a escolhida entre tantas.

Esta apresentação é o encerramento do Grammy 2003, poucos meses depois da partida de Joe. No início, Springsteen faz a dedicatória.

Imagens e referências à 2a. Guerra Mundial e à bandeira britânica no telão ao fundo criam um clima propício à música.

Dave Grohl e Van Zant estão bem à vontade. Mais confortáveis que Springsteen, que se esforça. Mas a energia de Costelo nos vocais é que realmente surpreende e faz a diferença. Vale conferir.

Enjoy!

 

 

Sobre London Calling:

Combinando os riffs punk-rock das guitarras de Mick Jones e Joe Strummer, a levada de reggae do baixo de Paul Simonon com a batida quase marcial de Topper Headon, London Calling é um clássico absoluto da música.

É também o nome do terceiro e melhor álbum do Clash, lançado em 14 de Dezembro de 1979. 4 dias depois que completei 5 anos de vida :)

A letra tem teor altamente apocalíptico e politizado, a começar pelo título: “London Calling” era a chamada utilizada pela BBC nos programas transmitidos para os países ocupados durante a 2a. Guerra Mundial.

Outra referência à situação mundial da época: “A nuclear error”: fazia menção a um acidente num dos reatores nucleares de Three Mile Island, nos EUA em 1979.

Uma preocupação no final dos anos 70 era que o rio Thames, que passa pelo centro de Londres, transbordasse, o que foi evitado com a construção de uma barragem. Isso fica claro em “London in drowing and I … live by the river”.

As questões sociais londrinas também preocupavam Joe & Mick, que compuseram a música, quando dizem: “we ain’t got no swing/ except for the ring of that truncheon thing” falando sobre os constantes protestos em Londres e “we ain’t got no high / except for that one with the yellowy eyes“, fazendo menção ao uso de substâncias entorpecentes.

O lado apocalíptico aparece claramente nas passagens “The Ice Age is coming, the Sun is zooning in”, “Engines stop running, the wheat is growing thin” e mesmo “a nuclear error”.

A música termina com um sinistro “I never felt so much a-like…”, inspirado em Pete Townshend do Who, com o som de uma transmissão de Código Morse ao fundo, para completar o clima.

London Calling não foi o maior hit do Clash, mas ocupa a honrosa 15a. posição na lista das 500 melhores músicas de todos os tempos pela Rolling Stone. Should I stay or should I go conseguiu apenas a 228a. posição.

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Reggae? Não, obrigado. Não sou grande fã. 

Pra falar a verdade, eu não gosto mesmo.

Mas a lendária Redemption Song ao vivo, por Ziggy, filho de Bob, e Lauren Hill, princesa do Hip-Hop, está acima de qualquer estilo musical ou preferências pessoais.

Ziggy e Lauren não precisam mais do que um surrado violão de 4 cordas e um batuque para mandarem muito bem ao vivo uma das canções mais emblemáticas de Bob Marley.

Devo dizer que o destaque fica para a voz e interpretação de Lauren, que sentada num banquinho, tem mais presença de palco que muito marmanjo, justificando seus 5 Grammys.

Enjoy!

Sobre Redemption song:

Quando escreveu a “música da redenção” em 1979, Bob Marley já havia sido diagnosticado com cancer e, portanto, estava questionando sua própria mortalidade, o que fica exposto em alguns trechos, como “None of then can stop the time” e “we’ve got to fullfil the book”.

Parte da letra foi inspirada num discurso de Marcus Gravey, jornalista e meio herói nacional da Jamaica do início do Século XX.

Ele foi o respnsável pelo movimento Africa Redemption, que consistia na união de todos os Afro-descendentes para “retomar” a África dos colonizadores europeus. Por isso “songs of freedom, redemption songs”. Todas as menções a prophet na música referem-se à Marcus.

Ultimamente Redemption Song foi vista sendo entoada por Sawyer num episódio de Lost. Sim, já esteve em lugares melhores que esse, como no título da biografia do gênio Joe Strummer do Clash. Mas isso é outra história …

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amy

 

A Amy Winehouse você já conhece.

Junkie e trouble-maker profissional, aparência de 45 aos 25 anos, Amy é uma grande cantora, apesar de tudo isso.

Revitalizou e popularizou a Soul Music e o R&B com a sua mistura de estilos bastante eficiente e contagiante. Fora o vozeirão …

A Charlotte Church talvez você já conheça, mas não se lembra exatamente de quem se trata.

É aquela menininha que aparecia na TV, se apresentando com cantores líricos famosos, sempre roubando a cena. A menininha cresceu e canta MUITO!

Seu auge foi entre 1998 e 2000. Alguns anos e 10 milhões de CDs vendidos depois, ela saiu da música e virou apresentadora do The Charlotte Church Show”, um talk show que ela conduz e, no final, faz um dueto com um convidado musical.

O melhor até hoje foi esse com a Winehouse, numa versão muito boa de Beat it, clássico do Michael Jackson. Winehouse some no dueto, de tão potente, afinada e precisa que é a voz de Charlotte Church. Aumente o som e confira!

Sobre Beat it:

Lançada em Fevereiro de 83 (nossa senhora …), Beat it é uma das músicas mais marcantes da época que Michael Jackson era músico e não um E.T.

Considerada por muitos (eu), a melhor música de Thriller, Beat it ganhou toda a sorte de prêmios e topo de paradas. Já passou a marca de 1 milhão de vendas em formato digital. Imagine os downloads não-pagos…

O solo e riffs de guitarra são covardia. Mas tudo faz sentido quando descobrimos que foram compostos pelo gênio virtuoso Eddie Van Halen, antes do próprio Van Halen lançar 1984, o álbum que fez com que a banda explodisse.

Nota do autor: É uma sensação indescritível para quem não é músico tocar a guitarra de Beat it. Pra isso existe o abençoado Guitar Hero World Tour …

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