Nunca duvide da resiliência de um varejista.
O varejista americano que era sinônimo de grande seleção de produtos e baixos preços em produtos de tecnologia desde 1984, convalesceu nos últimos anos, com o avanço das vendas diretas de fabricantes e de concorrentes como Best Buy e Wal-Mart (nunca é fácil competir contra o Wal-Mart).
No final de 2007, Carlos Slim, magnata mexicano que controlava o negócio, decidiu fechar as últimas 100 lojas e esse parecia ser o melancólico fim de mais um símbolo americano.
Mas o fim ainda não havia chegado.
Seu novo dono, Systemax, virou o modelo de ponta-cabeça e transformou as 16 lojas restantes em portais de acesso a Compusa.com.
Claro que as Apple Stores da vida e a própria Best Buy já apostaram neste modelo, mas a CompUSA foi muito mais agressiva em como transformar o fluxo das lojas em vendas online.
Absolutamente TODOS os monitores da loja estão conectados à Internet e ao estoque online da CompUSA. As TVs ganharam HD e teclados para serem dispositivos de acessar a internet também. Tudo o que tem tela pode transformar um interessado em efetivo comprador, além de oferecer acessórios e toneladas de informações adicionais e até o próprio manual do produto para dar mais segurança e poder ao cliente na decisão de compra.
Resultados: no último ano as vendas cresceram 14%, atingindo quase $ 2Bilhões, enquanto as vendas da Best Buy caíram e a Circuit City declarou falência.
Agora, a anteriormente “falida” CompUSA está retomando a abertura de novas lojas, já no novo modelo. Beware, Best Buy!
Veja a matéria completa da Busienss Week sobre a recuperação da CompUSA aqui. Em inglês.
